quinta-feira, 13 de junho de 2019

A Suposta Fragilidade Feminina


O homem pensa que manda,

e a mulher finge que obedece.
 

 


É vantajoso, para todos, ter uma visão fria e realista do lado feio feminino. Até porque o natural é haver dois lados em tudo, o lado bom, e o lado ruim. O lado feio das mulheres é aquele lado que ninguém, nem elas próprias, querem encarar e muito menos expor. 


Mulheres, como dito antes, só perdem, encarando seus parceiros como rivais, como já fizeram por muito tempo.  Para ter bom relacionamento basta tornar mais simples a convivência com o sexo oposto, tão mal aproveitado.  E, cá p’rá nós, é bem mais fácil às mulheres se responsabilizem por isso. 

 


Dificuldade num relacionamento: 


Foi assimilada aquela doce imagem da mulher sempre carinhosa, dedicada, amorosa, sensível e frágil. Sua própria aparência ajuda a manter esta fantasia. Difícil mostrá-la de outra forma. Não as estou acusando de monstros (depende, não é mesmo?), mas também não são o que aparentam. Há certas características –  encobertas, como se estivessem dentro de um armário bem trancado - que somente as próprias representantes do suposto sexo frágil têm condições de conhecer. 

Passamos a vida inteira lendo livros, artigos, reportagens, ouvindo entrevistas, em que até hoje os homens são apontados como verdadeiros seres insensíveis e as mulheres as coitadinhas, obrigadas a tolerar todas as dores e sofrimentos decorrentes do  machismo (ainda bem que essa é uma opinião que vai se esvaindo).  É uma idéia tão arraigada, que as próprias mulheres ainda não se conscientizaram de que houve uma quase troca de papéis. Esse conceito, distorcido para a presente realidade, nos acompanha há tanto tempo que é quase impossível ser alterado, embora as mulheres da atualidade não os vejam de tal forma.  Ao menos é o que dizem algumas delas!
 

Já notaram que nos filmes mais atuais

as mulheres surgem lutando,

com armas nas mãos.

 
Nossa sociedade, insistindo em preservar uma fantasia, moldada em épocas passadas, embora já superada, prefere ignorar o poder de fogo feminino, hoje sabiamente explorado por elas. Apesar de toda mudança existente, as representantes do sexo feminino continuam sendo apresentadas como frágeis. 

Quando menciono fragilidade, não me refiro ao lado físico, pois não é ele o mais importante. Para  “detonar” uma falsa fragilidade, basta perceber que as mulheres têm mais força que uma granada.  E aí não há músculo capaz de ultrapassar seu poder; é o que torna os homens tão vulneráveis diante do que seria, segundo nossa crença, sua presa.
 


 

Desmascarar o mito da fragilidade feminina deve ser desconfortável para os homens. Acostumados à fama de dominadores, uma visão diferente pode não lhes agradar. Para eles talvez represente uma inversão de valores, na qual passem a ser apontados como fracos, o que não é verdade. Ainda não perceberam a desvantagem que significa manter um poder camuflado.  Além disso, os homens se iludem e se tornam ingênuos pela falta de acesso ao interior da alma de uma mulher, tão diferente do seu. 

Mas, por favor, falar da ingenuidade masculina não significa crítica, muito pelo contrário. Ingenuidade não é fraqueza, ainda mais numa questão tão complexa.  Os homens precisam lidar com grande contradição: a cândida mulher irreal (em que continuam acreditando), e aquelas que vivem ao ser redor.  


Após alcançar a liberdade que não tinham antes, as mulheres tiveram chance de liberar sua crueldade felina - arma indispensável na eterna competição entre elas - usando-a também contra os homens.  Sendo assim, eles se tornaram indefesos, pela dificuldade de entender coisa tão complicada da qual são isentos.

 

Deixou de ser o vilão
e virou um herói!
 

Não posso deixar de citar Machado de Assis que, em quase todos os seus livros, deixa a arte de dissimulação de uma fêmea à mostra na maioria das suas personagens. A dissimulação é uma perigosa aliada. Poucos homens visualizaram com tanta clareza as garras do considerado  sexo frágil. 

Existem duas mulheres numa só. Adoram mostrar sua adquirida autos-suficiência e independência; mas nem sempre. Dependendo das circunstâncias, podem parecer um verdadeiro trator (nos casos de confronto, por exemplo), enquanto em outros momentos aparentam ser uma criatura indefesa. É interessante, para elas, que sua falsa fraqueza esteja à vista de todos, parecendo real, para usá-la oportunamente.

 

Não me baseio em épocas atuais ou em povos não civilizados como os muçulmanos, por exemplo, onde a mulher se submete e não tem direito sequer de mostrar o rosto ou cabelos. O comportamento aqui comentado é o usado até agora em nossa sociedade, substituído por um comportamento em que a mulher e o homem se igualaram profissionalmente, economicamente ou dentro de casa. Quanto aos homens, não me refiro àqueles violentos, problemáticos como drogados, alcoólatras ou psicopatas e sim à maioria deles, o homem comum, este presente que foi dado a nós, pela natureza, e pouco valorizado.
 

Ter um homem é um privilégio !
 

Para os homens é estimulante acreditar que detêm a força, após serem convencidos disto durante toda a história da humanidade. E como não acreditar, se isso faz parte da nossa cultura? Gerações a gerações, essa idéia nos foi transmitida.  É uma crença que faz bem ao ego do macho, embora hoje não lhe traga mais as vantagens que tinham antes. 

Todas as mulheres, sem exceção, mesmo as menos esclarecidas, possuem uma malícia impiedosa. Obviamente, algumas a sabem usar mais e outras menos. Mas é um “talento” próprio, sempre presente. Naturalmente, nenhuma fêmea se vê dessa maneira. 

Como cúmplices, há diversos fatores incentivando a crença na discutível fraqueza feminina. O clamor da sociedade - através dos meios de comunicação saem sempre em sua defesa, mesmo injustamente; o apoio e proteção de várias entidades; e o interesse na comodidade que tudo isto pode proporcionar a todos os mortais.

 


Toda a nossa cultura, embora ultrapassada,

ajuda a “sofrida mulher”

e massacra o homem.

 

A força física masculina é proporcional à sua ingenuidade perante às mulheres. Às vezes, mesmo os homens mais autoritários, pensam estar tomando as decisões e mandando, quando estão, na verdade, sendo sutilmente encaminhados por suas parceiras. As mais inteligentes preferem convencer com seu jeitinho ao invés de exigir.    

O raciocínio feminino é sinuoso, cheio de rodeios. Já o raciocínio masculino, mais direto e objetivo, torna-os vulneráveis. O contraste nessa área, não os deixa fazer frente a elas nem na mentira. Não significa que sejam mais verdadeiros e não mintam. Não se trata disso. Mas, por exemplo, é fácil uma mulher perceber quando seu companheiro está mentindo, o que não acontece quando é o inverso.
 

Você é da época em que existiam
as chamadas 'matronas' da família ?
 Sabe qual era o papel dominante que ela exercia?

 

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