quinta-feira, 13 de junho de 2019

Introdução

Lendo artigo de um jornal, há alguns anos atrás, me deparei com a crônica de um de nossos grandes escritores.  Lamentavelmente não lembro seu nome nem o título do texto, pois foi há bastante tempo e não tive o cuidado de anotar.  Na crônica, ele enaltecia a beleza feminina, comparando-a com a feiúra (?) masculina, sob todos os aspectos. Tendo uma visão diferente, oposta mesmo, corri para lhe escrever o que chamei, na brincadeira, de  Os Belos e as Feras”.

Bem, acabei não enviando o que seria uma simples carta, pois naquela longeva época eu não tinha computador e muito menos e.mail. Meu objetivo era mostrar ao autor o outro lado, na tentativa de desfazer o mito feminino, desmascarar uma imagem irreal, alimentada por nossa sociedade, e principalmente muito explorada pelas propagandas, na base do  eu te mostrarei como você poderá ficar linda. Mas só se comprar meus produtos”.  O ego não resiste e as vendas se tornam garantidas.  

Ao parecer muita pretensão mostrar a tão excelente escritor que o contestava, me limitei à minha condição de leitora inconformada. Foi aí que minha frustração me impeliu a colocar no papel tudo o que venho observando, há tempos, sobre a alma feminina, aquele lado invisível, escondido; a sua feiúra interior.  

Juro não ter a intenção de mostrar todas as mulheres como umas bruxas, como bichos horrorosos e maus.  Não é bem assim, afinal também sou mulher. Mas... somos diabolicamente atraentes. 

Pode haver engano na minha visão, aparentemente muito dura ao citar algumas características femininas (minhas, inclusive), porém a considero mais realista do que ortodoxa.  É o lado avesso feminino; aquele que ninguém vê, e nem elas próprias enxergam.   

As mulheres não veem seus defeitos por falta de coragem, por desinteresse ou porque sempre são tão enaltecidas, que se convenceram a acreditar na visão que fazem delas.   

Atualmente parece que as mulheres deixaram esse problema  cultural p'rá lá, não olhando seus parceiros como rivais, mas como amigos e companheiros. 

Correto é tornar mais simples a convivência com o sexo oposto, tão mal aproveitado (em todos os sentidos).   

Quem sabe, após saber quais são as ideias que nos foram passadas por nossos antepassadas, talvez os homens compreendam  tanta dificuldade nesse  ela X eu’’,  ao invés de   ela e eu’’,   pois é mais fácil encarar um problema, conhecendo sua origem, mesmo sem o entender direito. 

Não há nada melhor do que ter em volta apenas casais bem-humorados e satisfeitos. É insuportável sair com amigos e, no meio de uma conversa, presenciar uma troca de farpas.
O lado feio das mulheres é desconhecido e inimaginável por muitos homens.  Não todos, é claro, pois muitos já devem ter passado por experiências bem desagradáveis, situações bastante próximas a algumas aqui citadas.  De início, todos vão estranhar, considerando um exagero. Espero porém que, após o primeiro impacto, recordando fatos vividos, as pessoas possam reavaliar a complexidade de se lidar com uma mulher, em como é complicado o relacionamento mesmo entre elas próprias, devido a algumas de suas ‘peculiaridades’. 

O que está aqui escrito vai causar, além da desconfiança, certa indignação. Principalmente por mulheres mais jovens, que enxergam as coisas de forma muito diferente.   

 

A idade até pode ajudar,

mas as características femininas

sempre vão existir.

 

Muitas vão achar que aqui se está fazendo uma generalização injusta. Muitos discordarão, é claro, principalmente nossas representantes do sexo feminino.  Alguns homens talvez se revoltem contra mim, por achar que os estou apresentando como seres frágeis, o que não é verdade. Porém, mesmo sendo mulher, me sinto isenta de qualquer julgamento tendencioso e bastante à vontade para expor, livre de hipocrisia, o que cansei de constatar. Talvez, para muita gente, apresentar a mulher como aquela coisinha linda, doce e delicada seja um tabu que não convém ser derrubado.     

Conversando com outras mulheres, quase todas concordam e até acham graça.  “É isso mesmo”,  dizem, e começam a rir. Mas só em conversa particular.  Estando num grupo maior, principalmente se houver algum homem por perto, elas se sentem forçadas a negar e se insurgem, mostrando-se ofendidas. É difícil admitir nossos defeitos “genéticos” publicamente, pois seria o mesmo que expor aos consumidores os defeitos de fabricação de um produto. 

Porém, tenho alguns homens como testemunhas.  Grande parte dos representantes do sexo masculino já passou por instantes em que sentiu o  “peso” de se gostar do sexo oposto.   

Minhas supostamente frágeis companheiras, sentindo-se até mesmo agredidas, certamente vão me criticar. Podem alegar falta de embasamento para meus comentários, negando tudo com veemência. O mais provável é que digam se tratar de um mea-culpa, onde mostro características apenas minhas, atribuindo-as a todas as outras  (dá para apostar que o comentário será este, pois as conheço muito bem). 

 

Mas elas que me perdoem

e... aproveitem,

mais uma vez,

para se proclamar injustiçadas  (seu papel predileto).

 






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